terça-feira, 2 de julho de 2013

Quem é vivo sempre aparece...

Quem diria, eu escrevendo (ou pelo menos postando o que já escrevi) depois de tanto tempo parado... Alguma coisa ruim deve estar acontecendo, afinal, ostra feliz não faz pérola. O problema é: quem disse que eu sei o que tá acontecendo? Mas se temos que fazer pérolas, vamos fazer pérolas...
Pra voltar, "O alpinista", por "eu mesmo" ;)






O Alpinista

Devemos levar a vida
como exímios alpinistas.

Com coragem
Apesar dos medos,
Ele encara qualquer nova subida

Não olha pra baixo,
Entretanto sabe
Exatamente cada pedra percorrida.

Mantém pinos e cordas,
Porém, sabe
Que suas mãos são os seus melhores seguros

Mas principalmente,
devemos encarar o topo,
não como um fim,
Mas como o início de uma nova subida.


Até a próxima....


...se houver próxima.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Crer ou não crer?

Crer ou não crer? Eis a questão. Tratar de religião é sempre muito polêmico. Sempre se julga demais os extremos, e se critica demais os que não acreditam e os que são fervorosos em sua crença. Não vou escrever um texto sobre o que é certo ou errado, afinal de contas que sou eu pra determinar isso. Pelo contrario, vou dar apenas minha opinião que por acaso é muito em cima do muro.

Cresci em uma família extremamente católica. Fui batizado, crismado e tudo que tem direito na igreja católica. Quando era pequeno me amarrava em ir à missa com minha avó e ficar sentado na frente, porque o padre sempre chamava as crianças da frente pra fazer alguma coisa durante a missa. Mas então eu cresci, e então comecei a questionar um pouco as coisas. Não, eu não sou ateu. E também não acredito tanto assim em Deus. Pra falar verdade não sei muito bem que linha religiosa eu sigo. Não sei se vamos morrer e vamos pro céu, ou para um paraíso com 70 virgens ou se vou voltar como uma vaca.
Mas o ponto alto do assunto esta justamente ai. Será que eu estou errado em pensar assim? E que pode me responder isso? Sinceramente, em minha insignificância, digo que ninguém pode me dizer isso. Por isso acho que criticar religiões é algo estranho e errado. Claro que criticar extremos sempre é valido (uma vez ouvi que “Todo radicalista está errado”) e bater o pé dizendo “Vamos crer em Rá” é tão errado como dizer “A Terra é plana”.
Mas o objetivo do meu texto não é julgar o certo e o errado. E sim apresentar um questionamento: dizem que as religiões têm um objetivo – a presença da fé na vida das pessoas. Mas do que se trata “fé”? Não seria acreditar que algo vai se sair da melhor forma possível? Independente se pela força de Deus, do acaso ou de Alá? Então posso dizer que fé não é nada mais, nada menos do que esperança. E usando essa palavra – esperança – um tabu cai. É deixado de lado o “Deus vai providenciar” que está embutido na “fé”. Mas na verdade, são a mesma coisa: a crença de que algo vai dar certo.
Então pra que discutir o caminho, se o final da rota será sempre o mesmo? Pra que discutir se Deus, Alá ou o destino resolveram algum problema, se o problema se resolver? Então, acho melhor passarmos a nos preocuparmos com ter um pouco mais de fé, ou melhor, um pouco mais de esperança...
Ah, Feliz 2011 aos meus (poucos) leitores. Que esse ano seja cheio de...
...esperança.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Escolhas

Escolhas. Como às vezes podem ser difíceis de serem tomadas. Mas por mais que dolorosas sejam, são sempre necessárias e essenciais para o mover de nossas vidas. Não sei por que decidi escrever sobre isso. Mas isso já foi uma escolha que fiz. E isso me fez pensar numa coisa um tanto quanto intrigante: até que ponto nossas escolhas modificam o mundo. Um simples sim, talvez possa movimentar coisas inimagináveis.           
Imagine se hoje eu tivesse acordado 5 minutos mais cedo, e resolvesse sair da cama mais cedo. Meu dia seria totalmente diferente do que foi, e eu não estaria nesse momento escrevendo esse texto, e talvez, quem sabe, ele nunca existisse. Isso às vezes me deixa um tanto quanto intrigado. Será que uma escolha minha, vai interferir em algo que provocará alguma coisa que eu não vou gostar? Estranho pensar nisso, não? Da mesma forma que eu acordei na hora que acordei e estou aqui escrevendo, eu poderia ter acordado 5 minutos mais cedo e acabaria escrevendo um texto muito melhor que esse. Mas o que me garante que isso aconteceria? E que esse texto não é o melhor que eu possa fazer? E eu poderia ficar viajando nessa idéia durante muito tempo.
                E então surge uma sugestão: se tudo que fazemos interfere no universo inteiro, porque não usarmos o coração para fazer tudo? Acho que se o mundo fosse movido por esse sentimento muitas coisas estaria melhores do que estão agora. Não interessa se o que você fizer vai dar certo ou errado, se vai ser bom pra você ou ruim. Só uma maneira de descobrir as conseqüências de seus atos: agindo. Desta forma, agir é a única maneira de descobrir o quão certo nossas vidas podem dar, ou errado.
E então aparecem aqueles: mas se pode dar errado, pra que fazer? E então uma frase que li em algum lugar, que não me recordo, se encaixa perfeitamente: “Se foi feito com emoção, não precisa de razão ou explicação”. Não que a razão seja menor que a emoção, mas com certeza a emoção é mais verdadeira, e por mais que pareça estranho dizer isso, a emoção faz mais sentido por não precisar de explicações.
Sempre costumo responder a pergunta: “O que faço agora?” Com um simples: “Faça o que for melhor pra você”. Mas recentemente mudei de opinião, e quem me perguntar: “O que faço agora?”, pode apostar que minha resposta será: “Faça o que seu coração mandar!”

sábado, 20 de novembro de 2010

Clichê

                Sempre fui um fã da série House. Talvez pelo gosto pela medicina, ou talvez pelo gosto que tenho pela personalidade do personagem principal. Por muito tempo acompanhei a série com o intuito de esperar o momento em que todos os raciocínios do House fossem contraditos. “Every body lies”, “People don´t change”. Por quê? As pessoas não podem contar a verdade de vez em quando? Não podemos mudar um pouco e nos adaptar ao meio em que vivemos? Infelizmente, tenho percebido que não. House estava certo, como sempre...
                Mas ai vem a questão, como as pessoas podem se dar melhor com o conviver? Será que elas mudam pra conviver melhor? E agora é minha vez de dar uma de House, e lançar uma hipótese: As relações sociais são como engrenagens, que se encaixam. Umas se encaixam de primeira, sem menor esforço. Outras podem demorar pra se encaixar, e com o tempo se arrumarem. Ainda há algumas que nunca se ligarão, pois são incompatíveis. Tá, até ai sem problema. Entretanto, assim que elas começam a rodar, pode ser que algumas partes delas não se encaixem, partes que não foram observadas à primeira vista. E, ai que entra o House, com o seu “People don´t change”. As engrenagens já estão feitas, e elas não vão se moldar para se encaixar perfeitamente. Pode ocorrer de ambas conseguirem superar as diferenças e pularem as partes que não se mesclam, voltando a rodar sem preocupações. Entretanto nem sempre é assim, e então, pronto. Basta um empurrão para tudo se soltar.
                Por muitas vezes eu julguei pessoas de forma premeditada, sem antes ter conferido se ela era realmente o que eu pensava ser, mas então eu comecei a tentar mudar e começar a observar mais antes de tomar conclusões premeditadas. Eis que (achei) percebi que às vezes as pessoas podem parecer diferentes do que a gente acha que elas são, e nem sempre elas são realmente como a primeira impressão mostra ser. Então começou a chover flores e tudo passou a ser mais bonito.
                Entretanto, alguns dizem que depois da chuva vem a bonança, eu prefiro pensar ao contrário. Depois da bonança vem a chuva... Se as coisas estão dando muito certo, prepare-se, algo ruim acontecerá! Foi então que descobri que estive errado: as pessoas realmente são os que elas transpassam ser. E realmente a primeira impressão conta muito, não adianta negar. Se um dia você conhecer uma pessoa que de primeira te trate mal, e você pensa “Ah, as vezes ele está em um dia ruim, vou dar uma chance a ele”. Sinto informar, mas você está errado... Volto ao House, "We are who people think we are". Por mais que a gente tente fazer diferente, seremos sempre aquilo que transpassamos para as outras pessoas e é isso que faz a gente ser o que somos. Somos o que fazemos. Somos sempre espelho de nossas ações. Sentir é bom apenas para quem sente, mas para quem vive ao seu redor, é a ação que importa.
                E então percebi que a minha imagem nem sempre é boa, sempre passo a imagem de uma pessoa submissa, talvez por ser bom demais as vezes com as pessoas, e isso é ruim. Mas, infelizmente, People don´t change” e então acho melhor começar a aprender a conviver com isso, porque acho que depois de 19 anos convivendo comigo mesmo, ainda não aprendi.
                Mas também, “Every body lies”. Tudo que eu disse pode se tratar de uma grande mentira... Quem vai saber?


Só pra explicar o título: Um blog de um estudante de medicina citando House, quer mais clichê que isso?


O outro colaborador do blog (Dr. Kevin) desistiu de postar e saiu do blog, então apartir de agora passarei a adotar meu nome e não mais o pseudônimo, já que a objeção quanto ao uso de nomes era dele.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Férias atrasadas

Trabalhar cansa. Quando levamos nosso corpo a um nível muito alto de qualquer atividade, ele se cansa. No trabalho chamam isso de estresse: não se pensa direito, as decisões são tomadas erradas, se abraça oportunidades que nunca se mostram boas e no fim, você acaba falindo, ou mandado embora, para os mais humildes que não possuem empresas. Ou diria eu os mais felizes que não estão presos a nenhuma empresa?
                Bem, esse “blá, blá, blá” todo de trabalhar não esta acontecendo comigo, já que mal estudar eu estudo. Na verdade essa história esta acontecendo comigo, mas não se trata de trabalho nem estudo. Trata-se de um sentimento que muitos têm medo de dizer o nome: o Amor. Acho que todo mundo emprega mal essa palavra muito bonita, e muitas pessoas vão ler isso e vão falar: nossa, ele não sabe o que é amar. Na verdade posso não saber, o que é amar, mas sei muito bem que nos últimos tempos eu não tenho me dado muito bem com esse personagem tão presente na minha vida: o Amor.
                Por isso hoje eu não vou postar nenhuma poesia, poesia é pra quem está de bem com o Amor. Eu estou meio que brigado com ele. Leio as poesias que escrevo e escrevo e acho elas idiotas e sem sentido, porque na verdade o sentido de todas elas esta no Amor, que por acaso eu estou evitando ultimamente.
                Antes de falar da guerra, vamos falar do inimigo. Acho que existem diferentes tipos de amor. Existe o amor de família, e esse acho que por mais que eu brigue, ele não me larga. Existe o amor de amigos, que a gente às vezes sem perceber ganha aos poucos. E o pior de todos, em minha opinião, é o amor simples de um casal, que só existe entre duas pessoas. Esse último, sim, é com o qual eu venho me desentendendo.
                Esse Amor tem duas faces muito opostas: por um lado ele se mostra belo e ideal, já de outro ele é traiçoeiro e cruel. Muitos vão falar que quem nunca sofreu por amor, não sabe o que é amar. Concordo plenamente, por isso acho que eu sou o maior conhecedor do amor (depois da Rebecca, admito).
                Da mesma forma que a gente se cansa trabalhando, ou estudando, às vezes a gente se cansa de amar. E então acontece como no trabalho, surge o tal do estresse: você começa a tomar atitudes impensadas e acaba entrando de cabeça em situações que no final nem existir existiam. E resumindo a história quem se ferra é você, que sempre acreditou no maldito Amor, e que sempre achou que estava apenas “amando” e que não há nada demais nisso. Por isso hoje não posto poesia, posto um texto, que é em minha opinião uma literatura mais racional, menos emotiva. Não, eu não estou matando o Amor. Estou apenas dando férias pra ele antes que eu caia no buraco que ele cavou. E pra aproveitar, vou logo dando as férias atrasadas de toda a minha vida de serviço com ele...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A primeira vez a gente nunca esquece!

Vamos lá. A primeira vez é sempre a inesquecível. Não que tenha algo diferente das outras vezes, afinal, eu vou sempre postar aqui com certa relutância: nunca gosto do que escrevo e sempre acho que ninguem vai gostar. Mas isso diminuiu um pouco depois que eu tomei coragem e mostrei meu caderno de poesias para uma amiga na faculdade e ela elogiou e falou que tinha gostado muito. A partir dai perdi um pouco da vergonha do que escrevo, mas ainda assim não gosto de tornar meus textos públicos.
Antes de tudo, é bom uma pequena apresentação: me chamo...esqueci, vou adotar pseudônimo no blog... Ficarei conhecido como Dr. Robert, faço medicina e nunca me dei muito bem com as palavras, até o dia em que deixei elas simplesmente saírem e escrevi minha primeira poesia, que talvez um dia eu post aqui...
Então pra começar o Blog, vou postar a musica que me deu o pseudônimo. É de uma banda que eu gosto pouco, e muito pouco conhecida: The Beatles!

"Doctor Robert


Ring my friend I said you’d call Doctor Robert,
Day or night he’ll be there anytime at all,
Doctor Robert,
Doctor Robert, you’re a new and better man,
He helps you to understand,
He does everything he can, Doctor Robert.
If you are down he’ll pick you up, Doctor Robert,
Take a drink from his special cup, Doctor Robert,
Doctor Robert, he's a man you must believe,
Helping every one in need,
No-one can succeed like Doctor Robert.
Well, well, well, you're feeling fine,
Well, well, well, he'll make you, Doctor Robert.
My friend works with the National Health,
Doctor Robert,
Don't pay money just to see yourself with
Doctor Robert,
Doctor Robert, you're a new and better man,
He helps you to understand,
He does everything he can, Doctor Robert.
Well, well, well, you're feeling fine,
Well, well, well, he'll make you Doctor Robert.
Ring my friend I said you'd call
Doctor Robert."


Antes que me esqueça, não vou postar aqui sozinho. Na verdade, o blog não foi uma idéia só minha: a idéia surgiu quando um amigo da faculdade resolveu mostrar sua literatura (se é que a gente pode chamar o que a gente escreve de literatura) depois que eu mostrei a minha. Daí resolvemos criar um blog para publicar nossos novos textos, e aqui está o blog, vamos ver se vai pra frente...


Então, é isso. Lá se foi a primeira vez...
... foi bom pra vocês?