quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Crer ou não crer?

Crer ou não crer? Eis a questão. Tratar de religião é sempre muito polêmico. Sempre se julga demais os extremos, e se critica demais os que não acreditam e os que são fervorosos em sua crença. Não vou escrever um texto sobre o que é certo ou errado, afinal de contas que sou eu pra determinar isso. Pelo contrario, vou dar apenas minha opinião que por acaso é muito em cima do muro.

Cresci em uma família extremamente católica. Fui batizado, crismado e tudo que tem direito na igreja católica. Quando era pequeno me amarrava em ir à missa com minha avó e ficar sentado na frente, porque o padre sempre chamava as crianças da frente pra fazer alguma coisa durante a missa. Mas então eu cresci, e então comecei a questionar um pouco as coisas. Não, eu não sou ateu. E também não acredito tanto assim em Deus. Pra falar verdade não sei muito bem que linha religiosa eu sigo. Não sei se vamos morrer e vamos pro céu, ou para um paraíso com 70 virgens ou se vou voltar como uma vaca.
Mas o ponto alto do assunto esta justamente ai. Será que eu estou errado em pensar assim? E que pode me responder isso? Sinceramente, em minha insignificância, digo que ninguém pode me dizer isso. Por isso acho que criticar religiões é algo estranho e errado. Claro que criticar extremos sempre é valido (uma vez ouvi que “Todo radicalista está errado”) e bater o pé dizendo “Vamos crer em Rá” é tão errado como dizer “A Terra é plana”.
Mas o objetivo do meu texto não é julgar o certo e o errado. E sim apresentar um questionamento: dizem que as religiões têm um objetivo – a presença da fé na vida das pessoas. Mas do que se trata “fé”? Não seria acreditar que algo vai se sair da melhor forma possível? Independente se pela força de Deus, do acaso ou de Alá? Então posso dizer que fé não é nada mais, nada menos do que esperança. E usando essa palavra – esperança – um tabu cai. É deixado de lado o “Deus vai providenciar” que está embutido na “fé”. Mas na verdade, são a mesma coisa: a crença de que algo vai dar certo.
Então pra que discutir o caminho, se o final da rota será sempre o mesmo? Pra que discutir se Deus, Alá ou o destino resolveram algum problema, se o problema se resolver? Então, acho melhor passarmos a nos preocuparmos com ter um pouco mais de fé, ou melhor, um pouco mais de esperança...
Ah, Feliz 2011 aos meus (poucos) leitores. Que esse ano seja cheio de...
...esperança.